quinta-feira, 21 de junho de 2012

Postagem literal.

Pra todo mundo que acha que o mundo faz sentido:
eu escrevi esse texto dando uma cagada.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Etmonet!

"And I am not frightened of dying. Any time will do, I don't mind. Why should I be frightened of dying? There's no reason for it — you've got to go sometime".
Ela criou, aos poucos, um mouse pad feito de papel cheio de frases e pensamentos escritos, tarada por letras que era.
Em uma de nossas conversas, mostrei esse trecho de "The Great Gig in the Sky". Destino certo: mouse pad.
Depois de algum tempo, eu ainda a provocava: "Mãe, que tristeza! Tira isso daí!". E ela ria. E cantarolava; pronúncia perfeita.
Hoje eu vejo que naquela hora, naquele dia, ela já tinha se decidido.
E foi, pro seu grande evento nos céus.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

BSB

Barulhentas formas amarelas, marcadas em vermelho e com gotas d'água, inscritas e suadas - algumas vezes uma em cima da outra. Pequenos e barulhentos suportes para gentes de todos os tipos - os suportes e as gentes -, em volta das formas, na proporção de quatro-para-uma.
Seres humanos e vaivém.
Aos poucos, são um-para-uma, os suportes e as formas amarelas barulhentos.
Entre sons ininteligíveis e gostos miscíveis, se pesca uma nesga de compreensão. Se veio do fundo, os da frente se viram e riem; um complemento, talvez, e mais risos - ato contínuo. Se veio da frente, este se vira (feito um maestro ao fim do espetáculo) e recebe a altiva glória, a máxima glória, a glória da aceitação. Não há espaço para bolas fora; não aqui.
Os sons evoluem, os rostos mudam - nem todos...
...e o torcicolo rouba o show.
Chega o caldo de feijão.
"A saideira, a conta, tchau."

É um boteco, mas poderia muito bem ser o Congresso.


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americanus (ou: O Poema que Poderia Ter Sido e que Não Foi)

O caldo feio, frio e rosa
(feito um porco processado)
com a ajuda do remédio dosado
Me seduziu com sua rala prosa.

É o efeito super-man,
a cura além do alcance.
"Ingerindo um Helmiben,
não há mal que me balance."

A resposta vem a cavalo,
galopando um trote insosso
em minha pele, em meu osso,
o Necator tem regalo.

"Num cardápio limitado,
o caldo pálido é impulsivo:


(poema incompleto porque fui ver SFIV no fliper da esquina. Ou: poema incompleto porque a inspiração se foi com a primeira rufada da trombeta)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Um dia perfeito.

O copo de uísque você enche com vinho. Aquela cor linda toma conta do seu corpo, e o aroma embebeda seu espírito.
Você coloca uma roupa leve, sai de casa leve, desce pela escada e, já na rua, deixa que a bicicleta o leve.
Parecendo nascido para aquilo, você pedala, cheio de ritmo, suor, torpor, arfar, pedala, pedala, pedala...
Passa o porto, passa o peixe, passa o farol, o velho, a moça, a onda, a terra, o ar, o mar.
Encosta, uma hora depois, sua bicicleta ao banco; à frente, o mar.
Embevecido agora em um sentimento incrível de completude, toma aquela ducha e sente a água gelada e viva brigando com o suor quente e vivo, disputando cada centímetro de sua face, de seus braços, de sua vida.
Volta ao banco.
Fita o oceano, extasiado, fita o encontro de céu e mar, de corpo e alma, de terrestre e etéreo.
Um turbilhão de imagens e lembranças e pensares lhe invade a cabeça, e você só se dá conta disso quando sente um murro, um tranco, um sopro na alma. Mas não sabe nem o que nem porque está pensando.
O dia é perfeito.
Caem as primeiras gotas.
A luta continua, suor e água, suor e água e chuva e vida.
Caem mais gotas, chove mais. Chove muito, chove lindo.
Você levanta, pega a bicicleta, suspira aliviado, vivo, e pensa, em um segundo, em todos que ama.
Pedala, pedala, pedala, contemplando o asfalto, o prédio, a torre de chope, o Itaú, a Goiás, o São José, e chega em casa e, enquanto pensa em cada palavra, revive cada momento e fica triste em não ser capaz de descrever cada sensação com perfeição.
Perfeição. Um dia perfeito.

domingo, 8 de junho de 2008

X-maiô

"Hoje tá que tá... Tá excelente."